Pesquisa
Três linhas que se sustentam mutuamente: uma teórica, sobre processos adaptativos biológicos e a adaptabilidade de redes em termos de resiliência; outra sobre o que acontece com a ecologia quando ela encontra outros modos de conhecer; e uma terceira sobre como essas perspectivas se traduzem em sociobioeconomias e formas de governança. As aplicações vivem na fronteira entre as três.
Linhas de pesquisa
Estrutura e dinâmica de redes ecológicas e socioecológicas
Como interações entre espécies se organizam em redes, como respondem a extinções e perturbações, e o que a estrutura revela sobre resiliência. A base é a de redes adaptativas, em que topologia e evolução se retroalimentam: a arquitetura molda as pressões seletivas que, por sua vez, a redesenham (Raimundo et al. 2018). O mecanismo reaparece em escalas distintas — no conflito entre seleção mutualística e competição intraespecífica na diversificação adaptativa (Raimundo et al. 2014), na relação entre intimidade biológica e redes de polinização por parasitas de sementes (Hembry et al. 2018) e no aninhamento que se repete em escalas biológicas muito diferentes (Cantor et al. 2017).
Na dinâmica, interessam as retroalimentações demográficas que decidem se uma rede absorve ou propaga extinções (Maia et al. 2021), parte de um esforço maior de dar precisão a um termo que cada subdisciplina usa à sua maneira (Capdevila et al. 2021). A extensão socioecológica trata fatores sociais e ecológicos como um só sistema, como no mapeamento do risco de zoonoses no Brasil (Winck et al. 2022). O retorno é prático: partição de recursos entre a pesca e tubarões ameaçados (Márquez-Velásquez et al. 2021), misturas de plantas que maximizam serviços ecossistêmicos na agricultura (Windsor et al. 2021) e restauração que opera sobre a rede inteira, não espécie a espécie. Por trás disso, uma aposta sem jargão: a ciência da complexidade é a chave para tratar sustentabilidade como propriedade de sistemas inteiros, não como soma de partes bem comportadas (Raimundo 2023).
- Raimundo, R. L. G. A ciência da complexidade como chave da sustentabilidade. Folha de S.Paulo, blog Ciência Fundamental, 29 set. 2023.
- Winck, G. R.; Raimundo, R. L. G.; Fernandes-Ferreira, H.; Bueno, M. G.; D'Andrea, P. S.; et al. Socioecological vulnerability and the risk of zoonotic disease emergence in Brazil. Science Advances, v. 8, n. 26, eabo5774, 2022.
- Márquez-Velásquez, V.; Navia, A. F.; Rosa, R. S.; Guimarães, P. R.; Raimundo, R. L. G. Resource partitioning between fisheries and endangered sharks in a tropical marine food web. ICES Journal of Marine Science, v. 78, p. 2518–2527, 2021.
- Maia, K. P.; Marquitti, F. M. D.; Vaughan, I. P.; Memmott, J.; Raimundo, R. L. G. Interaction generalisation and demographic feedbacks drive the resilience of plant–insect networks to extinctions. Journal of Animal Ecology, v. 90, n. 9, p. 2109–2121, 2021.
- Windsor, F.; Tavella, J.; Rother, D.; Raimundo, R. L. G.; Devoto, M.; Guimarães, P. R.; Evans, D. M. Identifying plant mixes for multiple ecosystem service provision in agricultural systems using ecological networks. Journal of Applied Ecology, v. 58, n. 12, p. 2770–2782, 2021.
- Capdevila, P.; Stott, I.; Oliveras Menor, I.; Stouffer, D. B.; Raimundo, R. L. G.; White, H.; Barbour, M.; Salguero-Gómez, R. Reconciling resilience across ecological systems, species and subdisciplines. Journal of Ecology, v. 109, n. 9, p. 3102–3113, 2021.
- Hembry, D. H.; Raimundo, R. L. G.; Newman, E. A.; Atkinson, L.; Guo, C.; Guimarães, P. R.; Gillespie, R. G. Does biological intimacy shape ecological network structure? A test using a brood pollination mutualism on continental and oceanic islands. Journal of Animal Ecology, v. 87, n. 4, p. 1160–1171, 2018.
- Raimundo, R. L. G.; Guimarães, P. R.; Evans, D. M. Adaptive networks for restoration ecology. Trends in Ecology & Evolution, v. 33, n. 9, p. 664–675, 2018.
- Cantor, M.; Pires, M. M.; Marquitti, F. M. D.; Raimundo, R. L. G.; Sebastián-González, E.; et al. Nestedness across biological scales. PLoS ONE, v. 12, n. 2, e0171691, 2017.
- Raimundo, R. L. G.; Gibert, J. P.; Hembry, D. H.; Guimarães, P. R. Conflicting selection in the course of adaptive diversification: the interplay between mutualism and intraspecific competition. The American Naturalist, v. 183, n. 3, p. 363–375, 2014.
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2018 – atual
Estrutura e dinâmica de redes ecológicas: teorias e aplicações
Linha de pesquisa própria no Departamento de Engenharia e Meio Ambiente da UFPB, que abriga as orientações de doutorado e mestrado sobre estrutura, dinâmica e resiliência de redes de interação.
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2010 – 2025
Interaction Web Database
Desenvolvimento e manutenção do banco de dados de redes ecológicas mantido pelo National Center for Ecological Analysis and Synthesis (NCEAS), Universidade da Califórnia.
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2019 – 2024
SinBiose — Doenças tropicais negligenciadas
Integrating eco-evolutionary and socio-economic network data and models
Aplicou a abordagem de redes complexas para compreender como a combinação entre degradação ambiental, mudanças em comunidades ecológicas e vulnerabilidade social influencia a emergência de doenças tropicais. Financiamento CNPq/MCTIC, chamada SinBiose nº 17/2019.
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2015 – 2017
Divergência fenotípica e especiação ecológica em mutualismos
Efeitos da estrutura espacial e da intimidade de interação
Modelos baseados no indivíduo para investigar como a topologia de redes espaciais e os regimes seletivos moldam a diversificação em metapopulações de espécies mutualistas. Projeto de pós-doutorado na USP, bolsa FAPESP.
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2011 – 2015
A seleção natural e a estrutura, dinâmica e diversificação de assembleias de espécies mutualistas
Tese de doutorado em Ecologia na USP: como mutualismo e competição intraespecífica geram regimes seletivos antagônicos, se reconfigurações adaptativas das interações explicam a variação estrutural de redes mutualistas, e como diferentes modos de especiação alteram propriedades dessas redes. Bolsa FAPESP.
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2002 – 2004
Modelagem preditiva da distribuição de Chromolaena odorata e Cecidochares connexa
Dissertação de mestrado na UNICAMP: modelagem biogeográfica da planta invasora e do díptero tefritídeo usado em seu controle biológico, por meio do algoritmo genético para produção de conjuntos de regras (GARP).
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2001 – 2004
Diversidade de espécies e de interações em plantas e insetos fitófagos
Projeto Temático FAPESP sobre a estrutura da diversidade em subconjuntos de comunidades formados por Asteraceae e os insetos endófagos de seus capítulos, decompondo a diversidade em componentes de diferentes escalas espaciais e temporais nos cerrados paulistas.
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2001 – 2003
Dispersão e predação de sementes em Crotalaria pallida
Escape e defesa química
Estudo do papel dos nectários extraflorais como mecanismo de dissuasão contra predadores de sementes numa leguminosa quimicamente protegida.
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2000 – 2001
História natural e ecologia comportamental de opiliões
Defesa, socialidade e investimento parental
Ecologia comportamental de Opiliones, com foco na evolução do comportamento subsocial e do cuidado parental. Bolsa CNPq.
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1999 – 2000
História natural e ecologia do forrageamento de Odontomachus chelifer
Ritmos de atividade e ecologia de forrageamento de uma formiga ponerínea de florestas neotropicais. Bolsa FAPESP.
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1997
História natural e ecologia comportamental de Goniosoma longipes
Turno de locomoção, gregarismo e comportamento defensivo de um opilião cavernícola. Bolsa FAPESP.
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Doutorado · 2026
Dr. Fabrício Ferreira Jerônimo
Redes de interações mutualistas entre plantas e animais frugívoros em fragmentos florestais do litoral norte paraibano: subsídios para uma abordagem metacomunitária de conservação e restauração da biodiversidade.
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Doutorado · 2021
Dra. Viviana Márquez Velásquez
Estrutura, dinâmica e conservação de uma teia trófica no Pacífico Central Colombiano.
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Doutorado · 2020
Dra. Kate Pereira Maia
Redes de interações inseto-planta com perspectivas para restauração. Coorientação do capítulo sobre modelos de redes adaptativas. Ganhadora do Elton Prize da British Ecological Society.
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Mestrado · 2024
MSc. Alan Felix Meyer Carletto
Estrutura e papéis topológicos de espécies em redes de interações entre plantas e fungos micorrízicos arbusculares em um gradiente de dunas costeiras no litoral norte da Paraíba.
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Mestrado · 2019
MSc. Fabrício Jerônimo de Oliveira
Redes de interações entre plantas ornitocóricas e animais frugívoros na Reserva Biológica Guaribas, Paraíba.
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Mestrado · 2019
MSc. Amanda Santana de Oliveira
Coevolução entre traços e preferência sexual: efeitos da interação entre seleção natural e seleção sexual em um sistema mutualista.
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Graduação · 2020
Caroline Souza dos Santos
Modularidade e papéis topológicos de espécies em dois fragmentos de Floresta Atlântica com diferentes graus de perturbação.
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Graduação · 2020
Rafaela Raillem Notine Batista
Assembleias de insetos necrófagos associados a cadáveres em Lisboa: variação sucessional na composição, abundâncias e competição interespecífica. Antecedida pela iniciação científica sobre redes ecológicas como ferramentas de modelagem na entomologia forense.
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Graduação · 2019
Amanda Santana de Oliveira
A interação entre seleção natural e seleção sexual na origem da biodiversidade: padrões de acasalamento e diversificação adaptativa em sistemas mutualistas.
Ecologia pluriversal
Filosofia da ecologia, antropologia e ciências indígenas em diálogo. A questão não é traduzir um sistema de conhecimento nos termos do outro, nem tratá-los como versões desiguais da mesma coisa — é examinar o que cada um torna visível e o que cada um deixa de fora. O argumento central é que a supressão de sistemas de conhecimento indígenas e locais é também uma perda epistêmica para a ciência e um risco concreto para a resiliência amazônica (Raimundo & Grupioni 2025), e que conectividade de conhecimentos — não apenas conectividade ecológica — é condição para qualquer projeto de sustentabilidade na região (Val et al. 2025). Daí a defesa de que esses sistemas sejam admitidos como ciência essencial à biodiversidade, e não como saber acessório a ser consultado depois (Levis et al. 2026).
A linha tem raiz antiga no trabalho de educação intercultural no Alto Juruá (Raimundo 2006) e se volta também às categorias que a própria ecologia naturaliza: o que acontece com a distinção entre nativo e exótico quando predadores nativos e megaherbívoros introduzidos passam a compor cascatas tróficas sem precedente (Raimundo 2022). A mesma inquietação reaparece na pergunta sobre o que significa restaurar num mundo já arruinado: recuperar biodiversidade e gerar inclusão social não são duas agendas que se encontram no fim do caminho, e tratá-las como separadas é parte do problema (Raimundo 2023). Em colaboração com Marina Hirota, Carolina Levis, João Paulo Lima Barreto e Silvio Sanches Barreto.
- Levis, C.; Lima Barreto, J. P.; Raimundo, R. L. G.; Lima Felix, V. J. Sistemas de conhecimento indígenas devem ser admitidos como ciência essencial à biodiversidade. The Conversation Brasil, 2026.
- Val, A. L.; Hirota, M.; Encalada, A. C.; Marcovitch, J.; Neves, E. G.; Paéz, B.; Raimundo, R. L. G.; et al. Knowledge Connectivity in the Amazon: Bridging Scientific, Technological, Indigenous, and Local Perspectives for Sustainable Development. In: Amazon Assessment Report 2025. New York: Science Panel for the Amazon, 2025.
- Raimundo, R. L. G.; Grupioni, L. D. B. Stop Epistemicide and Support Indigenous and Local Sciences for a Resilient Amazon. In: Amazon Assessment Report 2025. New York: Science Panel for the Amazon, 2025.
- Raimundo, R. L. G. Como recuperar a biodiversidade e gerar inclusão nas ruínas do Antropoceno. Folha de S.Paulo, blog Ciência Fundamental, out. 2023.
- Raimundo, R. L. G. How cougars and feral donkeys change desert wetlands: novel interactions between native predators and non-native megaherbivores shape trophic cascades in the Anthropocene. Journal of Animal Ecology, v. 91, n. 12, p. 2342–2347, 2022.
- Raimundo, R. L. G. A filosofia da floresta: educação intercultural e os meios de produção do conhecimento e do poder. Retratos do Juruá, Cruzeiro do Sul, AC, v. 4, p. 32–35, 2006.
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2024 – atual
Plantando uma Escola Viva Potiguara
Projeto de extensão construído com o povo Potiguara do litoral norte da Paraíba, articulando ciências indígenas, revitalização da língua Tupi e educação territorializada.
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2024 – atual
Ecologia multicultural: pontes entre ciências indígenas e acadêmicas
Linha de pesquisa e formação que inclui os cursos de Formação Básica em Ecologia e Métodos em Ecologia para Doutores Indígenas, ministrados com Carolina Levis e André Junqueira.
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Iniciação científica · desde 2025
Fred Karakará Potiguara
Potiguara Rekoabeté: governança do corpo-território Potiguara.
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2024 – 2025
Ecologia multicultural: pontes entre ciências indígenas e acadêmicas
Primeira fase do projeto, dedicada à construção do referencial teórico do diálogo entre filosofia da ecologia, antropologia e ciências indígenas.
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2003 – 2006
Biodiversidade e processos sociais em São Luiz do Paraitinga
Projeto interdisciplinar entre ecologia e antropologia, apoiado pelo Programa Biota/FAPESP, usando a paisagem como elo para estudar a relação entre processos sociais e padrões de diversidade biológica em quatro bairros rurais.
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2002 – 2004
Pesquisa e monitoramento participativos em áreas de conservação geridas por populações tradicionais
Cooperação entre a Associação de Seringueiros e Agricultores da Reserva Extrativista do Alto Juruá e a UNICAMP, avaliando mudanças ambientais e sociais de 1990 a 2002 com imagens de satélite, diários de caçadores e indicadores biológicos. Cinquenta moradores da Reserva integraram as equipes de pesquisa, e o projeto gerou uma série de manuais e cartilhas de monitoramento.
Sociobioeconomias e governança
Como as duas linhas anteriores se traduzem em arranjos econômicos e institucionais concretos: infraestruturas abertas de dados, cadeias da sociobiodiversidade e processos participativos de governança socioecológica. A aposta metodológica é que trajetórias de transição rumo à coviabilidade podem ser descobertas a partir dos dados, e não apenas postuladas — combinando dados ecológicos e socioambientais numa mesma arquitetura de redes (Berti-Équille & Raimundo 2023) e usando aprendizado de máquina para identificar os caminhos de transformação possíveis (Berti-Équille & Raimundo 2022).
Isso depende de uma camada de infraestrutura que costuma ficar invisível: gestão de dados de pesquisa sob os princípios da ciência aberta (Rodrigues, Dias & Raimundo 2025) e sínteses regionais que explicitam as lacunas de conhecimento antes de propor qualquer uso sustentável (Márquez-Velásquez et al. 2026). Quando essa camada existe, ela responde rápido sob pressão — como na análise do papel de cidades superespalhadoras e da malha rodoviária nos primeiros estágios da COVID-19 no Brasil (Nicolelis et al. 2021). A pergunta de fundo é o que precisa estar montado — em dados, instituições e capacidade técnica local — para que trajetórias de transformação adaptativa sejam de fato decididas nos territórios, e não apenas descritas sobre eles (Raimundo 2026).
- Márquez-Velásquez, V.; Rosa, R. S.; Marinho, M. M. F.; Silva, J. P. C. B.; Ramos, T. P. A.; et al.; Raimundo, R. L. G. Ichthyofauna of Paraíba State, Brazil: diversity patterns, knowledge gaps, and challenges for fish conservation and sustainable use. Neotropical Ichthyology, v. 24, n. 2, e250176, 2026.
- Raimundo, R. L. G. Por políticas científicas ousadas: conectando a pesquisa de ponta ao Brasil profundo. The Conversation Brasil, 2026.
- Rodrigues, A. A.; Dias, G. A.; Raimundo, R. L. G. Gestão de dados de pesquisa: ampliando a geração de conhecimentos científicos no contexto da ciência aberta. 1ª ed., 2025.
- Berti-Équille, L.; Raimundo, R. L. G. Combining ecological and socio-environmental data and networks to achieve sustainability. Biodiversity Information Science and Standards, v. 7, e112703, 2023.
- Berti-Équille, L.; Raimundo, R. L. G. Discovering transition pathways towards coviability with machine learning. Proceedings of the 1st AAAI Fall Symposium Series on the Role of AI in Responding to Climate Challenges, Arlington, VA, 2022. Disponível em: arXiv:2301.10023.
- Nicolelis, M. A. L.; Raimundo, R. L. G.; Peixoto, P. S.; Andreazzi, C. S. The impact of super-spreader cities, highways, and intensive care availability in the early stages of the COVID-19 epidemic in Brazil. Scientific Reports, v. 11, art. 13001, 2021.
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2023 – 2027
LMI IDEAL
Artificial Intelligence, Data Analytics and Earth Observation applied to Sustainability
Laboratório Misto Internacional reunindo 11 instituições e 52 pesquisadores do Brasil e da França. Aplica inteligência artificial e ciência de dados para descrever condições socioecológicas a partir de grandes conjuntos de dados e co-construir modelos de trajetórias de transformação adaptativa rumo a paisagens agroecológicas sustentáveis no Nordeste brasileiro. Inclui formação acadêmica e intercâmbio científico via ITAN, a rede que conecta instituições e territórios diante de desafios semelhantes.
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2025 – atual
MIASAGA
Methodologies and Innovative Approaches for Sustainable Agroecology and Governance Adaptivity
Projeto de ensino no âmbito do PSF-SUD (IRD), com Laure Berti-Équille.
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2018 – atual
Formação continuada de analistas ambientais no CEMAVE/ICMBio
Projeto de extensão em programação e análise de dados articulado à formação de analistas ambientais, produzindo subsídios técnicos e teóricos para políticas públicas de conservação da biodiversidade.
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Doutorado · desde 2022
Tarcianne Maria Lima de Oliveira
Fundamentos teóricos e metodológicos para estratégias integradas de governança, pesquisa e desenvolvimento comunitário baseados em big data sobre sustentabilidade no estado da Paraíba.
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2021 – 2025
DATAPB
Base integrada, interoperável e aberta de dados da Paraíba
Projeto transdisciplinar financiado pela FAPESQ-PB, com três frentes: um repositório de dados ambientais, sociais e econômicos construído sob os princípios FAIR e CARE; projetos-piloto de integração e síntese de dados para governança socioecológica participativa; e formação de professores como produtores de conhecimento territorializado sobre sustentabilidade.
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2021 – 2022
Inovale — Economia solidária e sustentabilidade no Vale do Mamanguape
Projeto de extensão sobre arranjos de economia solidária e sustentabilidade no Vale do Mamanguape, litoral norte da Paraíba, com participação de estudantes de graduação.
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Mestrado · 2025
MSc. José Afonso Santana de Almeida
Oportunidades e desafios para a coviabilidade socioecológica em comunidades extrativistas de buriti em Barão de Cocais, Maranhão.
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Graduação · 2020
Taquiria Kauna Oliveira de Souza
Subsídios para a construção de uma estratégia de governança socioecológica no litoral norte da Paraíba.