Rafael L. G. Raimundo
O pensamento ecológico e as raízes profundas da sustentabilidade
Me interessa compreender como os processos ecológicos, evolutivos e bioculturais promovem a transformação adaptativa dos territórios e a resiliência socioecológica. Para tanto, aplico abordagens que combinam (1) a integração transdisciplinar de dados com (2) o estudo da estrutura e da dinâmica de redes ecológicas, socioecológicas e de governança. A história do pensamento ecológico e o diálogo em pé de igualdade com outros sistemas de conhecimento são fontes de soluções inovadoras para as grandes questões ambientais contemporâneas. A partir de visitas a essas fontes, eu me engajo no esforço coletivo para transcendermos limites epistemológicos, culturais e geográficos na construção da sustentabilidade.
Biólogo formado na UNICAMP, doutor em Ecologia pela USP e professor no Departamento de Engenharia e Meio Ambiente da UFPB, atualmente coordena o Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Sustentabilidade (PPGECOS) e o Laboratório de Ecologia Funcional e Restauração Biocultural (COSMOS). É um dos coordenadores do Laboratório Misto Internacional sobre Sustentabilidade IDEAL, em cooperação com o Instituto Nacional Francês para Pesquisa sobre o Desenvolvimento Sustentável - IRD (França).
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Linhas de pesquisa
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Estrutura e dinâmica de redes ecológicas e socioecológicas
Modelos matemáticos e abordagens de complexidade para aprofundar as bases teóricas de aplicações do conhecimento ecológico à conservação e à governança socioecológica. Redes de interação, coevolução, resiliência.
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Ecologia pluriversal
Filosofia da ecologia, antropologia e ciências indígenas em diálogo, na construção de sínteses sobre natureza, território e futuro comum. A pergunta não é como traduzir um saber no outro, mas o que cada um revela dos limites do outro.
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Sociobioeconomias e governança
Dados abertos, inteligência artificial e observação da Terra aplicados a trajetórias de transformação adaptativa em paisagens agroecológicas do Nordeste brasileiro. A síntese do conhecimento sobre a ictiofauna paraibana — reunindo quase duzentas publicações científicas e coleções ictiológicas num só retrato da biodiversidade aquática do estado — mostra por que essa consolidação de dados é estratégica: sem ela, não há como priorizar áreas de conservação nem orientar políticas de uso sustentável dos recursos pesqueiros da Paraíba.